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– – – – – A história da JHSF (jhsf3), até mesmo antes da sua criação e a sua entrada na renda variável como uma small caps, começa no berço de uma pequena família Auriemo.

A família era disposta pro empreendedorismo. Tudo começou com José Auriemo, que ganhou a vida com uma fábrica de autopeças, e que logo viu o empreendedorismo passar pra próxima geração da família quando o seu filho Caio, em 1961 criou o Delboni Auriemo, um dos grandes laboratórios de diagnósticos do Brasil.

E se já não bastasse 2 negócios bem-sucedidos numa família só, em 1972 surgiu o terceiro: a JHS Construção e Planejamento. A empresa surgia como fruto da parceria entre os os irmãos Fábio e José Auriemo, juntamente com outros 2 sócios.

Na época, a empresa era especializada em construção e incorporação, tendo por muito tempo crescido por meio da construção de agências bancárias e de lojas do McDonald’s por todo o Brasil. Obvio que não foi só isso, sendo que algumas grandes obras como o Hotel Transamérica Ilha de Comandatuba, e uma ampliação do Shopping Center Iguatemi merecem destaque (até porque as construções existem até hoje).

A empresa ia muito bem, até que, em 1990, os dois irmãos brigaram e a JHS acabou se ramificando pra duas empresas: a JHSJ e… sim, a JHSF.

Até aqui, a JHSF só seguia uma linha de negócio: construção e incorporação. Porém, em 1998 a empresa começou a mudar um pouco a forma como lidava com os negócios e deixou a construção de lado.

Foi, então, a partir de 1999, que passamos a conhecer a JHSF como ela é hoje:

– Em 2001, surgiu na empresa o segmento de shopping centers, com a inauguração do Shopping Metrô Santa Cruz, o primeiro shopping a ser integrado com o metrô no Brasil. Com isso, agora além de incorporação, a empresa passou a ter como ramo de negócio os shoppings centers.

– Já em 2007: a JHSF adquiriu participação majoritária no Hotel Fasano em SP, fazendo então surgir a terceira linha de negócio na empresa: os hotéis e restaurantes. No mesmo ano, foi inaugurado ainda o Hotel Fasano em Ipanema e a Fazenda Boa Vista, e, principalmente, foi nesse exato mesmo ano que finalmente a JHSF abriu capital na bolsa.

– A partir daí, a empresa decolou: expandiu o Shopping Cidade Jardim, adquiriu um edifício em Nova Iorque, inaugurou Hotel Fasano pra caceta, até que em 2014, a empresa não só comprou a marca Fasano por R$53 milhões de reais, como também iniciou o que seria mais uma linha de negócio da empresa: a construção de um Aeroporto.

O Aeroporto só começou as suas operações agora em dezembro de 2019, e com isso, a JHSF se firmou nas 4 frontes principais de negócios:

– Shoppings centers: Cidade Jardim, Bela Vista, Ponta Negra e Catarina Fashion Outlet;

– Hoteis e Restaurantes: Tem operações e restaurantes sob a bandeira Fasano. São 7 hotéis em operação e 2 já contratados (Trancoso e Miami), além de 23 restaurantes.

– Incorporações: Negócios focados na venda do estoque e administração da carteira de recebíveis imobiliários. (pergunta boa aqui é sobre os projetos no landbank no parque cidade jardim e residência cidade jardim).

– Aeroporto: Executivo São Paulo Catarina.

– Holding: A empresa que controla as participações nas demais empresas (visto que a JHSF é uma holding com participações majoritárias nos negócios descritos acima)

Tudo isso focado num grupo exclusivo de pessoas: as de alta renda.

Desses negócios, no 3T19:

Shoppings centers representou 25,84% da receita liquida (47,6 milhões);

Hoteis e Restaurantes representou 25,06% da receita liquida (46,2 milhões);

Incorporação representou 49,11% da receita liquida (90,6 milhões);

Informações adicionais
– Por ser do novo mercado, o TAG along é 100%;
– Free float da empresa está em 26,4%
– Payout TTM (28,98%) sendo que o DY está em 1,48% Boa pagadora de dividendos?

– – – – – Durante muito tempo, o pequeno investidor no Brasil teve grandes barreiras pra investir.

Não havia democracia. Você não tinha opção.

Pra investir, você tinha que fazer por meio dos bancões, e ainda por cima tinha que encarar muitas taxas nesse processo.

Essa realidade mudou, aos poucos, com o nascimento das corretoras de investimento – em principal a XP, do meu grande amigo Benchimol, que trouxe o conceito de “supermercado financeiro” pras corretoras, onde o investidor tinha acesso a diversos produtos financeiros, e não só mais ações, e também não mais somente do banco que ele tinha conta.

Isso mudou completamente o mercado, e a XP liderou uma mudança que hoje pressiona cada vez mais os bancos a melhorarem.

Só que… no meio disso tudo, ainda faltava uma coisa.

Apesar desse molde da XP ser um passo e tanto pro pequeno investidor, ele ainda tinha um problema muito grande: o banco.

Não dá pra transferir dinheiro pra corretora sem ter uma conta em banco. O banco, por mais prejudicial que era, ainda era um passo fundamental no sistema.

E, apesar das corretoras zerarem as taxas, como as de TED… Os bancos não zeraram.

Então, se você tinha R$100 pra investir e a taxa do Banco era de R$10 (o que ainda é “barato” pra alguns bancos), você já começava o seu investimento na corretora com um prejuízo de 10% sob o valor que você ia investir.

Ou seja: a corretora já tinha feito muito pelo investidor, mas ainda tinha uma grande barreira a ser vencida.

Até que, em 2014, começou a se desenhar o que viria ser uma grande solução pro pequeno investidor: o banco digital.

O primeiro player? Banco Intermedium. Que foi pioneiro também em resolver a grande barreira que faltava ser vencida, ou seja: pioneiro em isentar o cliente de todas as taxas, inclusive às de TED.

Na época, a ideia de Banco Digital, apesar de incrível, enfrentava problemas de viabilidade. Ainda era difícil, por exemplo, a abertura e o enceramento de contas por meio eletrônico, assim como a utilização de assinatura digital.

Até que, em 2016, a resolução nº4.480 do BC facilitou a vida dos bancos digitais, e o Intermedium teve a cartada que precisava pra começar a crescer.

E, bom, ele cresceu. Cresceu ao ponto que, de uma financeira fundada em 1994, o agora Banco Inter se tornou um dos bancos que mais abrem contas no país, com quase 10 mil contas abertas por dia útil.

Familia Menin: Principal acionista controlador, com 40,49% das ações do banco. Se olharmos só as ON, só o Rubens Menins tem 49% da empresa. Já juntando todas as partes da família Menin, ela controla 65,36% das ações ON do Banco.

HISTÓRICO NA BOLSA

BIDI4:
Retorno do dia 11/05/2018 até 30/08/2019: 560,14% (ajustado por proventos)

BIDI11:
Retorno do dia 19/07/2019 até 30/08/2019: 43,17% (ajustado por proventos)

VANTAGENS NO MERCADO

1) O Banco Inter é um dos maiores bancos digitais,com um dos maiores crescimentos do mercado: o número de contas abertas por dia útil, hoje, é de praticamente 10 mil contas por dia útil. Considerando desde o 3T17, o banco tem apresentado uma taxa média de crescimento de contas de 39% por trimestre.
Além disso, os clientes que utilizam a plataforma PAI deles cresceu 306% no YoY, e o crescimento médio de volume transionado (3T17 até 2T19) foi de 30%.

PS: Nubank, por outro lado, registrou um número de 50 mil clientes novos no 1S19. (mas não consegui encontrar a % disso que foi pra NuConta).

2) O banco tem um NPS de 68, que é maior do que a média dos bancões brasileiros (36) e também maior que a média dos digitais (48), segundo o instituto qualibest. Por outro lado, o NPS ainda é abaixo do Nubank (que tem um NPS de 86).

3) Ainda há muito espaço pra ser conquistado. Apesar do grande crescimento, os bancões ainda detêm cerca de 80% do Market share do mercado. Ou seja: a fatia que o banco inter pode conquistar é grande.

Inclusive, o dado interessante aqui é que apenas 10% dos clientes do Banco Inter NÃO tem conta em outros bancos, e 43% dos clientes usam a conta Inter como conta secundária.

4) Lucro Liquido positivo de R$32,9 milhões de reais. É pouco comparado aos bancões, mas é positivo se formos olhar pra outros bancos digitais (banco neon lucra 646 mil, nubank tem prejuízo de 22,5 milhões, etc). Ainda assim, vale lembrar que a proposta do banco realmente não é lucrar agora, e sim apostar no crescimento.

5) Índice de Basileia do banco é de 23,6%, enquanto que o índice dos bancos grandes ficam entre 12% e 20%. Em síntese, o Índice de Basileia determina a relação entre o capital próprio da instituição e o capital de terceiros que será exposto a risco por meio da carteira de crédito. Se um banco possui Índice de Basiléia de 15%, significa que, para cada R$ 100,00 emprestados, o banco possui patrimônio de R$ 15. Como a carteira do banco ainda está crescendo, isso é esperado.

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Uma pessoa que já vive no Brasil por mais de 6 décadas, tem muita experiência.

Isso não só porque são mais de 50 anos de vida, mas porque, em 50 anos de Brasil, essa pessoa já passou por muita coisa.

Foi ditadura militar, foi crise do petróleo, foi milagre econômico, foi década perdida, impeachment do Collor… Cara, muita coisa.

Agora, se é assim pra uma pessoa, imagina o que é uma empresa. Uma empresa que viu tudo isso acontecer e que, apesar de todas as instabilidades, continua em pé?

Esse é o caso da Usiminas, uma das maiores siderúrgicas do Brasil e a empresa do empresas da bolsa de hoje.

E, no vídeo de hoje, você vai conhecer um pouco mais sobre como ela funciona DE VERDADE: os seus processos, o seu business, e tudo mais o que você precisa saber pra sair desse vídeo entendendo completamente o que está por trás do código USIM5/USIM3.

Se tivéssemos que resumir o business da Usiminas, daria pra fazer isso com duas palavras: ferro e aço.

Podemos separar o que ela faz em 4 “segmentos”

Mineração: Onde ela, é responsável pela mineração do minério de ferro;

Siderurgia: A Usiminas é, inclusive, a maior produtora de aços planos da américa latina, e tem uma capacidade produtiva de 9,5 milhões de toneladas.

Transformação: Ela também tem produtos próprios ligados ao aço, dando valor aos produtos que ela oferece.

Bens de Capital: Dando continuidade à transformação do aço, ela também pega o aço produzido e transforma em bens de capital de alto valor agregado, como equipamentos, fundições, estruturas, etc. por meio da Usiminas Mecânica.

Mas, apesar de tudo isso, hoje a linha principal, que gera mais receita e lucro pra empresa, é a siderurgia.

Para você ter uma ideia, desconsiderando o efeito de ajustes no balanço, a siderurgia é responsável por cerca de 69% da receita líquida da Usiminas, e por cerca de 62% do EBITDA ajustado da empresa (ou seja, EBITDA desconsiderando efeitos não recorrentes). – considerando o 1T19.

Endividamento

O endividamento da Usiminas se dá da seguinte forma:

– A empresa tem caixa pra cobrir 3,4 anos de dívida.

– 78% da sua dívida está em moeda nacional, e 22% em moeda estrangeira.

– Do total da sua dívida, 3,45% está em curto prazo. (bom sinal)

– Endividamento líquido de 3.7 bi (a empresa tem 1.77 bi em caixa)

– DL/PL de 24x, um número “alto”, mas não tanto comparado aos concorrentes (CSN é 242x e Gerdau 47x)

Desempenho

– Lucro Líquido de 76 milhões, uma diminuição de -81% comparado ao 4T18 (explicado por conta, principalmente, de uma receita financeira no 4T18 não recorrente)

– Margem Liquida de 2,2%

– ROIC de 0,7% e ROE de 0,5%

1) A empresa tem um endividamento controlado comparado com as concorrentes. O fato também da maior parte da sua dívida ser em função de moeda local (reais) ajuda bastante no controle da dívida, já que a empresa não sofre com a oscilação cambial. Alias a isso, só 3,45% da dívida está em curto prazo.

2) O setor é bastante cíclico, e depende da movimentação da economia (o que pode ser considerado não muito bom, principalmente pelo fato da própria empresa já ter falado que os resultados estão aquém do esperado no começo do ano).

3) 82% da receita líquida da Usiminas está no mercado interno. Como o desempenho da indústria está aquém do esperado no mercado interno, isso é um problema AGORA (mas não necessariamente no futuro, já que o fato do mercado interno ser mais relevante pra Usiminas faz ela sofrer menos com os impactos de medidas protecionistas nos EUA e na Europa, o que tem acontecido recentemente).

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Desde a sua criação, já foram mais de 90 anos de história da marca. Nesse processo a marca passou por Getúlio Vargas, por ditadura militar, por diretas já, por várias e várias crises e se manteve viva.

Aliás, não apenas viva: ela cresceu. Do ano de 2000 até 2009, que foi o ano do seu IPO na Bolsa, a Fleury fez 20 aquisições no setor de saúde brasileiro, se tornando assim O GRUPO FLEURY (flry3). Depois do IPO, fez ainda mais 7. Baita planejamento pra ter rendimento.

Hoje, o grupo Fleury tem 8 marcas no seu portfólio: Clínica Felippe Mattoso, Weinmann, A+, Labs A+, Diagonoson A+, Serdil, IRN e Papaiz.

Com tudo isso construído, o grupo Fleury conseguiu um Market share de aproximadamente 50% no segmento PREMIUM de saúde, e passou a ter presença no mercado financeiro (olha a análise fundamentalista ai).

E aqui temos um detalhe que deve ser mencionado: o grupo Fleury, hoje, está presente no segmento premium e intermediário de saúde, mas não está no segmento mais pro “povão”.

Isso acontece por estratégia. Quando você busca atender as classes mais baixas, o seu potencial competitivo depende muito do preço. Ou seja, ganha a marca que oferecer o produto mais barato pro cliente.

No caso do grupo Fleury, a estratégia é ter um diferencial na experiência do cliente. O serviço é mais caro, mas, por outro lado, o cliente tem uma experiência completamente diferente, com uma qualidade muito maior.

Hoje o grupo Fleury tem um serviço animal que auxilia médicos a entenderem os resultados dos exames dos seus pacientes.

Esse diferencial agrega tanto valor que hoje 70% dos médicos em São Paulo recomendam Fleury aos seus pacientes.

E do lado dos clientes, a situação não é diferente: o grupo tem um dado que se chama NPS, que basicamente é um indicador que mostra quanto dos seus clientes recomendam o Fleury para a família e amigos.

O NPS do grupo é de 76,8%, mas tem unidades que esse NPS chega a ser maior de 90%.

Mas aí talvez você pergunte: se o negócio do grupo Fleury é essa excelência de serviço, por que investir bastante em aquisições?

Temos alguns motivos:

1) O primeiro motivo e o mais óbvio é pra expansão de Market share. O setor de saúde no Brasil é MUITO fragmentado. Pra você ter uma ideia, 75% do Market share do setor vem de pequenos laboratórios. Por isso, faz muito sentido que a empresa pense em aquisições pra ir crescendo a sua parcela de mercado.

2) Um motivo até mais recente é que, com a crise econômica, o emprego formal diminuiu e, consequentemente, o uso de planos de saúde por parte da população diminuiu também. Pra vc ter uma ideia, só 24% da população brasileira tem plano de saúde, bem abaixo se comparado com outros países, e se formos olhar especificamente o mercado de SP (onde a marca Fleury atua com mais intensidade), só 10% dos planos de saúde tem acesso a Fleury.

Com essa dinâmica, o grupo Fleury decidiu também fortificar as suas marcas regionais, como a+, e o resultado tem sido bastante satisfatório: desde 2010, o CAGR da receita do grupo como um tudo tem sido de 15,1% a.a.

E já que estamos falando de receita, é importante entender COMO essa receita é composta.

A receita do grupo é separada da seguinte forma:

Unidades de Atendimento: com 180 unidades distribuídas, é a a principal linha de negócio do Fleury.

Representou, no 4T18, 83,67% da receita líquida da empresa. Por esse modelo, a Fleury realiza as análises clínicas e exames de imagem e, na maioria dos casos, as seguradoras (sulamérica, amil, etc.) por meio dos planos de saúde ficam com o trabalho de repassar o pagamento pelo serviço prestado.

É possível você pagar diretamente do bolso, sem o plano de saúde? Sim. Mas hoje, 90% da receita do Fleury vem dos planos de saúde.

Operações em Hospitais: onde são realizados exames e diagnósticos em 23 instituições hospitalares. Essa é a segunda principal linha de negócio, que é feita no modelo B2B, representando 14,94% da receita no 4T18;

Laboratório de Referência: exames de média e alta complexidade para outros laboratórios, hospitais e clínicas. Representa 1,20% da receita no 3T18;

Medicina Preventiva: soluções em saúde preventiva para empresas. Representa apenas 0,19% da receita liquida no 4T18.

Como você pôde perceber, o principal negócio do grupo Fleury está em torno das unidades de atendimento.

Isso explica também o porquê da empresa ter um plano de expansão de 90 unidades abertas até 2021. É o que traz maior retorno, então, tem que expandir.

Inclusive, isso é um bom sinal: tem empresas que fazem plano de expansão, mas tentando diversificar. Nesses casos, nem sempre a diversificação realmente é um bom negócio e o plano de expansão acaba se tornando um diworsefication.

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Em 1996, os bancos estavam entrando num processo de downsizing dos seus sistemas. Ou seja, estavam trocando os computadores mainframes, que chegavam a ocupar 2 andares da estrutura do banco, por computadores de mesa.

Com isso, surgiu a necessidade que houvesse alguém para ajudar os bancos a montar esses projetos de downsizing e ajudasse eles a executar esses projetos.

Foi nesse cenário, em São Paulo, que mais uma empresa nascia em solo brasileiro: a senior solution.

Como o seu próprio nome dizia, a empresa nascia com a ideia de ser uma solução, especialmente para o mercado financeiro.

De 2005 a 2010, foram 5 aquisições visando se tornar uma das maiores empresas do país fornecedoras de softwares ao mercado financeiro: NetAge e Pulso, para o setor bancário; Impactools, para o setor de previdência; Intellectual Capital, para o setor de fundos; e Controlbanc, para o serviço de Consulting.

Foi efetivo. A empresa cresceu, gerou economia, se consolidou, e em 2013, seu IPO foi lançado ao mercado. Captaram nada mais do que R$ 39,7 milhões de reais.

Mas… não parou por aí.

De 2013 até hoje, a Sênior Solution adquiriu mais 7 empresas. O que antes era uma empresa de software bancário se tornou muito mais robusta: agora ela havia software para bancos, para previdências, para fundos e para consórcios.

Ela já não era mais aquela Sênior Solution pequena, que nem software próprio tinha. Mudou seu nome para Sinqia, em dezembro de 2018.

A receita da empresa é obtida de algumas formas diferentes:

1) A principal é por meio de subscrições. Ou seja, os clientes pagam um aluguel mensal pelo uso dos softwares que a Sinqia disponibiliza. É, por exemplo, igual a você pagando a sua assinatura da Netflix.

Com softwares, a Sinqia pode ganhar tanto nessa subscrição quanto também na implementação dos softwares na plataforma dos clientes.

Só que, aqui vem um racional que você precisa entender: se a Sinqia ganha dinheiro na subscrição e na implementação, por que a sua receita hoje é explicada, em maior parte, pela subscrição?

Pensa assim: imagina que você é um dos maiores bancos do
Brasil, e tem uma estrutura GIGANTE de operação, em praticamente todos os cantos do país. Imagine que você queira migrar o software que faz suas operações funcionarem… não é de se esperar que o custo seja alto, e que o processo também seja demorado?

É justamente isso que acontece no mercado em que a Sinqia se encontra. O custo de implementação é alto e a operação acaba sendo tão complexa (demora de 6 meses a 2 anos) que você tem uma dificuldade enorme de ganhar Market share e fazer implementações. Pensando nisso, a Sinqia passou a subsidiar os custos das implementações VISANDO ganhar por meio das subscrições.

81,2% da receita líquida da Sinqia é receita recorrente. Com um complemento bem legal que, em 2017, era de 70,6%. Logo, em 1 ano a empresa aumentou praticamente 10 pontos percentuais sua receita recorrente.

Outsourcing, basicamente o que acontece é que um funcionário da Sinqia acaba sendo terceirizado por uma empresa cliente pra trabalhar dentro da empresa cliente. A ideia é que ele possa estar em tempo integral dentro da empresa em questão pra ajudar em casos de algum problema. Isso é muito importante, principalmente porque a Sinqia oferece softwares de “missão crítica”, ou seja, softwares que se der algum pau, a empresa simplesmente para.

Já Consulting, basicamente, é consultoria.

Existem algumas informações financeiras da empresa que você precisa saber:

1) Se você pretende estudar a Sinqia, não faz tanto sentido olhar o lucro líquido. O motivo é simples: como a Sinqia faz muitas aquisições, o lucro líquido acaba sempre sendo “deturpado” pelas aquisições que ela faz. Isso acontece tanto pela integração da Sinqia com a empresa adquirida, como também com uma questão de ágio, porque a diferença entre o PL contábil da empresa adquirida e o valor que a Sinqia efetivamente pagou, a Sinqia consegue amortizar ao longo do tempo (isso impacta lucro, mas não o caixa).

Por isso, ao olhar os resultados, olhe principalmente para o EBITDA e o Lucro de Caixa Ajustado da Sinqia.

2) O free float da empresa está em, mais ou menos, 72%.

3) Em 9 de Julho de 2014, saiu a medida provisória 651. Entre as várias especificações dessa MP, o artigo 16 trata de um benefício fiscal que isenta investidores de ações de algumas empresas do imposto de renda relacionado ao ganho de capital, ou seja, se o investidor dessas empresas comprasse ações delas a R$ 10 e vendessem a R$ 20, esse ganho de capital é isento de imposto de renda.

Esse benefício começou a partir da criação da MP e vai até 31 de dezembro de 2023, e a Sinqia está dentro desse benefício.

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RESUMO DO SEU BUSINESS

A Paranapanema S.A. (PMAM3) atua na fundição e no refino de cobre primário e na produção de semimanufaturados de cobre e suas ligas. É, assim, a única empresa a transformar o cobre mineral em metal no Brasil.

Todo o processo é muito interessante, e envolve um bom planejamento. Eu fui até a sede da Paranapanema, na Bahia, e pude ver com os meus próprios olhos como isso é feito. Ele é feito em etapas:

O primeiro é receber o concentrado de cobre da mineração. Ele chega à Paranapanema com um percentual de 24 a 28% de cobre, e a Paranapanema tem que trabalhar para transformar essa porcentagem.

Para isso, eles primeiro derretem o cobre com o smelter, ou mais precisamente, com um forno chamado de forno flash. Nessa etapa, o material que se é obtido vem com um percentual próximo de 63% de cobre.

Depois, ao passar por um conversor, ele se torna o que é chamado de um cobre blister, que tem 98% de cobre mas ainda não é um material refinado, ou seja, ainda é preciso eliminar impurezas desse material, como enxofre e metais como prata e ouro, para ele se tornar um cobre realmente puro.

E aqui vem um diferencial muito importante da Paranapanema: o processo de refino da empresa passa pela refinação eletrolítica. Ela é a única empresa brasileira que utiliza esse processo. Com isso, apesar de fazer com que a produção do cobre seja mais cara, a Paranapanema consegue fazer com que o cobre que ela refina tenha um teor de pureza de 99,9%, enquanto as concorrentes brasileiras têm um cobre de 99,5%.

Daqui vem o que chamamos de cátodo, e é por isso que a Paranapanema é a única produtora brasileira de cátodo.

REESTRUTURAÇÃO DA DÍVIDA

E já que citei a reestruturação da dívida da Paranapanema, é muito importante que falemos sobre ela. Isso porque:

– Em 2016, a empresa estava alavancada 9x em relação ao seu Patrimônio Líquido, e conseguiu diminuir para 1,9x em 2017 (baita economia).

– O processo envolveu uma série de negociações junto aos credores representantes de cerca de 84% das dívidas financeiras da Paranapanema.

– A Paranapanema finalizou o processo em setembro de 2017. Obteve uma redução de 28% e um alongamento de 94% da dívida financeira, que passou a ter prazo médio de 4,5 anos. Uma capitalização de R$ 712 milhões, por meio de ofertas públicas restritas de ações e de debêntures (mandatoriamente conversíveis em ações).

– Esses processos foram fundamentais para a empresa porque cerca de 92,5% da dívida da empresa é em dólar, ou seja, além de ter que considerar os juros e os pagamentos, a empresa tem que considerar também a variação cambial na hora de estruturar a sua dívida. Inclusive, 87% da sua dívida atualmente está no longo prazo.

VANTAGENS NO MERCADO

– É a maior produtora brasileira não-integrada de cobre refinado, vergalhões, fios trefilados, laminados, barras, tubos e conexões;

– O Brasil está entre os top 20 países em mineração de cobre, mas não está entre os top 20 países em produção de cobre refinado;

– 13ª maior empresa do setor de siderurgia e metalurgia, 165ª maior do país.

– A empresa está num setor onde a expectativa de longo prazo é interessante: muitos países estão realizando políticas para que daqui 10, 20 anos, os carros que saiam no mercado sejam elétricos. Inclusive, há países que até mesmo pensam em proibir o uso de carros feitos a gasolina.

Se você tem esse alinhamento de ideia para o futuro, investir na bolsa e escolher a PMAM3 pode estar no seu radar (e olha que a economia, como mostra o ibovespa na bolsa de valores, está bem animador)

EXPECTATIVAS FUTURAS

– A Paranapanema é uma empresa turn-around, ou seja, uma empresa que está tentando reverter a situação em que ela se encontra. Ela não é uma empresa como o Banco Inter, que está tentando crescer ainda mais. A Paranapanema está tentando VOLTAR a crescer.

– Ela apresentou lucro no 4T18, dando sinais que esse turn-around pode de fato acontecer. Para os acionistas, essa notícia é muito positiva.